segunda-feira

||||||||||||||||||||||||||||eU, ele e a Noite|||||||

Aqueles dois : : História de aparente mediocridade e repressão
Caio Fernando Abreu
A verdade é que não havia mais ninguém em volta. Meses depois, não no começo, um deles diria que a repartição era como "um deserto de almas". O outro concordou sorrindo, orgulhoso, sabendo-se excluído. E longamente, entre cervejas, trocaram então ácidos comentários sobre as mulheres mal-amadas e vorazes, os papos de futebol, amigo secreto, lista de presente, bookmaker, bicho, endereço de cartomante, clips no relógio de ponto, vezenquando salgadinhos no fim do expediente, champanha nacional em copo de plástico. Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra — talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou.Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las. Não que fossem muito jovens, incultos demais ou mesmo um pouco burros. Raul tinha um ano mais que trinta; Saul, um menos. Mas as diferenças entre eles não se limitavam a esse tempo, a essas letras. Raul vinha de um casamento fracassado, três anos e nenhum filho. Saul, de um noivado tão interminável que terminara um dia, e um curso frustrado de Arquitetura. Talvez por isso, desenhava. Só rostos, com enormes olhos sem íris nem pupilas. Raul ouvia música e, às vezes, de porre, pegava o violão e cantava, principalmente velhos boleros em espanhol. E cinema, os dois gostavam.Passaram no mesmo concurso para a mesma firma, mas não se encontraram durante os testes. Foram apresentados no primeiro dia de trabalho de cada um. Disseram prazer, Raul, prazer, Saul, depois como é mesmo o seu nome? sorrindo divertidos da coincidência. Mas discretos, porque eram novos na firma e a gente, afinal, nunca sabe onde está pisando. Tentaram afastar-se quase imediatamente, deliberando limitarem-se a um cotidiano oi, tudo bem ou, no máximo, às sextas, um cordial bom fim de semana, então. Mas desde o princípio alguma coisa — fados, astros, sinas, quem saberá? conspirava contra (ou a favor, por que não?) aqueles dois.Suas mesas ficavam lado a lado. Nove horas diárias, com intervalo de uma para o almoço. E perdidos no meio daquilo que Raul (ou teria sido Saul?) chamaria, meses depois, exatamente de "um deserto de almas", para não sentirem tanto frio, tanta sede, ou simplesmente por serem humanos, sem querer justificá-los — ou, ao contrário, justificando-os plena e profundamente, enfim: que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam.

II

Eram dois moços sozinhos. Raul tinha vindo do norte, Saul tinha vindo do sul. Naquela cidade, todos vinham do norte, do sul, do centro, do leste — e com isso quero dizer que esse detalhe não os tornaria especialmente diferentes. Mas no deserto em volta, todos os outros tinham referenciais, uma mulher, um tio, uma mãe, um amante. Eles não tinham ninguém naquela cidade — de certa forma, também em nenhuma outra —, a não ser a si próprios. Diria também que não tinham nada, mas não seria inteiramente verdadeiro.Além do violão, Raul tinha um telefone alugado, um toca-discos com rádio e um sabiá na gaiola, chamado Carlos Gardel. Saul, uma televisão colorida com imagem fantasma, cadernos de desenho, vidros de tinta nanquim e um livro com reproduções de Van Gogh. Na parede do quarto de pensão, uma outra reprodução de Van Gogh: aquele quarto com a cadeira de palhinha parecendo torta, a cama estreita, as tábuas do assoalho, colocado na parede em frente à cama. Deitado, Saul tinha às vezes a impressão de que o quadro era um espelho refletindo, quase fotograficamente, o próprio quarto, ausente apenas ele mesmo. Quase sempre, era nessas ocasiões que desenhava.Eram dois moços bonitos também, todos achavam. As mulheres da repartição, casadas, solteiras, ficaram nervosas quando eles surgiram, tão altos e altivos, comentou, olhos arregalados, uma das secretárias. Ao contrário dos outros homens, alguns até mais jovens, nenhum tinha barriga ou aquela postura desalentada de quem carimba ou datilografa papéis oito horas por dia.Moreno de barba forte azulando o rosto, Raul era um pouco mais definido, com sua voz de baixo profundo, tão adequada aos boleros amargos que gostava de cantar. Tinham a mesma altura, o mesmo porte, mas Saul parecia um pouco menor, mais frágil, talvez pelos cabelos claros, cheios de caracóis miúdos, olhos assustadiços, azul desmaiado. Eram bonitos juntos, diziam as moças. Um doce de olhar. Sem terem exatamente consciência disso, quando juntos os dois aprumavam ainda mais o porte e, por assim dizer, quase cintilavam, o bonito de dentro de um estimulando o bonito de fora do outro, e vice-versa. Como se houvesse entre aqueles dois, uma estranha e secreta harmonia.

III

Cruzavam-se, silenciosos mas cordiais, junto à garrafa térmica do cafezinho, comentando o tempo ou a chatice do trabalho, depois voltavam às suas mesas. Muito de vez em quando, um pedia um cigarro ao outro, e quase sempre trocavam frases como tanta vontade de parar, mas nunca tentei, ou já tentei tanto, agora desisti. Durou tempo, aquilo. E teria durado muito mais, porque serem assim fechados, quase remotos, era um jeito que traziam de longe. Do norte, do sul.Até um dia em que Saul chegou atrasado e, respondendo a um vago que que houve, contou que tinha ficado até tarde assistindo a um velho filme na televisão. Por educação, ou cumprindo um ritual, ou apenas para que o outro não se sentisse mal chegando quase às onze, apressado, barba por fazer, Raul deteve os dedos sobre o teclado da máquina e perguntoü: que filme? Infâmia, Saul contou baixo, Audrey Hepburn, Shirley MacLayne, um filme muito antigo, ninguém conhece. Raul olhou-o devagar, e mais atento, como ninguém conhece? eu conheço e gosto muito. Abalado, convidou Saul para um café e, no que restava daquela manhã muito fria de junho, o prédio feio mais que nunca parecendo uma prisão ou uma clínica psiquiátrica, falaram sem parar sobre o filme.Outros filmes viriam, nos dias seguintes, e tão naturalmente como se de alguma forma fosse inevitável, também vieram histórias pessoais, passados, alguns sonhos, pequenas esperança e sobretudo queixas. Daquela firma, daquela vida, daquele nó, confessaram uma tarde cinza de sexta, apertado no fundo do peito. Durante aquele fim de semana obscuramente desejaram, pela primeira vez, um em sua quitinete, outro na pensão, que o sábado e o domingo caminhassem depressa para dobrar a curva da meia-noite e novamente desaguar na manhã de segunda-feira quando, outra vez, se encontrariam para: um café. Assim foi, e contaram um que tinha bebido além da conta, outro que dormira quase o tempo todo. De muitas coisas falaram aqueles dois nessa manhã, menos da falta que sequer sabiam claramente ter sentido.Atentas, as moças em volta providenciavam esticadas aos bares depois do expediente, gafieiras, discotecas, festinhas na casa de uma, na casa de outra. A princípio esquivos, acabaram cedendo, mas quase sempre enfiavam-se pelos cantos e sacadas para contar suas histórias intermináveis. Uma noite, Raul pegou o violão e cantou Tú Me Acostumbraste. Nessa mesma festa, Saul bebeu demais e vomitou no banheiro. No caminho até os táxis separados, Raul falou pela primeira vez no casamento desfeito. Passo incerto, Saul contou do noivado antigo. E concordaram, bêbados, que estavam ambos cansados de todas as mulheres do mundo, suas tramas complicadas, suas exigências mesquinhas. Que gostavam de estar assim, agora, sós, donos de suas próprias vidas. Embora, isso não disseram, não soubessem o que fazer com elas.Dia seguinte, de ressaca, Saul não foi trabalhar nem telefonou. Inquieto, Raul vagou o dia inteiro pelos corredores subitamente desertos, gelados, cantando baixinho Tú Me Acostumbraste, entre inúmeros cafés e meio maço de cigarros a mais que o habitual.

IV

Os fins de semana tornaram-se tão longos que um dia, no meio de um papo qualquer, Raul deu a Saul o número de seu telefone, alguma coisa que você precisar, se ficar doente, a gente nunca sabe. Domingo depois do almoço, Saul telefonou só para saber o que o outro estava fazendo, e visitou-o, e jantaram juntos a comidinha mineira que a empregada deixara pronta sábado. Foi dessa vez que, ácidos e unidos, falaram no tal deserto, nas tais almas. Há quase seis meses se conheciam. Saul deu-se bem com Carlos Gardel, que ensaiou um canto tímido ao cair da noite. Mas quem cantou foi Raul: Perfídia, La Barca e, a pedido de Saul, outra vez, duas vezes, Tú Me Acostumbraste. Saul gostava principalmente daquele pedacinho assim sutil llegaste a mí como una tentación llenando de inquietud mi corazón. Jogaram algumas partidas de buraco e, por volta das nove, Saul se foi.Na segunda, não trocaram uma palavra sobre o dia anterior. Mas falaram mais que nunca, e muitas vezes foram ao café. As moças em volta espiavam, às vezes cochichando sem que eles percebessem. Nessa semana, pela primeira vez almoçaram juntos na pensão de Saul, que quis subir ao quarto para mostrar os desenhos, visitas proibidas à noite, mas faltavam cinco para as duas e o relógio de ponto era implacável. Saíam e voltavam juntos, desde então, geralmente muito alegres. Pouco tempo depois, com pretexto de assistir a Vagas Estrelas da Ursa na televisão de Saul, Raul entrou escondido na pensão, uma garrafa de conhaque no bolso interno do paletó. Sentados no chão, costas apoiadas na cama estreita, quase não prestaram atenção no filme. Não paravam de falar. Cantarolando Io Che Non Vivo, Raul viu os desenhos, olhando longamente a reprodução de Van Gogh, depois perguntou como Saul conseguia viver naquele quartinho tão pequeno. Parecia sinceramente preocupado. Não é triste? perguntou. Saul sorriu forte: a gente acostuma.Aos domingos, agora, Saul sempre telefonava. E vinha. Almoçavam ou jantavam, bebiam, fumavam, falavam o tempo todo. Enquanto Raul cantava — vezenquando El Día Que Me Quieras, vezenquando Noche de Ronda —, Saul fazia carinhos lentos na cabecinha de Carlos Gardel, pousado no seu dedo indicador. Às vezes olhavam-se. E sempre sorriam. Uma noite, porque chovia, Saul acabou dormindo no sofá. Dia seguinte, chegaram juntos à repartição, cabelos molhados do chuveiro. As moças não falaram com eles. Os funcionários barrigudos e desalentados trocaram alguns olhares que os dois não saberiam compreender, se percebessem. Mas nada perceberam, nem os olhares nem duas ou três piadas. Quando faltavam dez minutos para as seis, saíram juntos, altos e altivos, para assistir ao último filme de Jane Fonda.

V

Quando começava a primavera, Saul fez aniversário. Porque achava seu amigo muito solitário, ou por outra razão assim, Raul deu a ele a gaiola com Carlos Gardel. No começo do verão, foi a vez de Raul fazer aniversário. E porque estava sem dinheiro, porque seu amigo não tinha nada nas paredes da quitinete, Saul deu a ele a reprodução de Van Gogh. Mas entre esses dois aniversários, aconteceu alguma coisa.No norte, quando começava dezembro, a mãe de Raul morreu e ele precisou passar uma semana fora. Desorientado, Saul vagava pelos corredores da firma esperando um telefonema que não vinha, tentando em vão concentrar-se nos despachos, processos, protocolos. Á noite, em seu quarto, ligava a televisão gastando tempo em novelas vadias ou desenhando olhos cada vez mais enormes, enquanto acariciava Carlos Gardel. Bebeu bastante, nessa semana. E teve um sonho: caminhava entre as pessoas da repartição, todas de preto, acusadoras. À exceção de Raul, todo de branco, abrindo os braços para ele. Abraçados fortemente, e tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro. Acordou pensando mas ele é que devia estar de luto.Raul voltou sem luto. Numa sexta de tardezinha, telefonou para a repartição pedindo a Saul que fosse vê-lo. A voz de baixo profundo parecia ainda mais baixa, mais profunda. Saul foi. Raul tinha deixado a barba crescer. Estranhamente, ao invés de parecer mais velho ou mais duro, tinha um rosto quase de menino. Beberam muito nessa noite. Raul falou longamente da mãe — eu podia ter sido mais legal com ela, disse, e não cantou. Quando Saul estava indo embora, começou a chorar. Sem saber ao certo o que fazia, Saul estendeu a mão e, quando percebeu, seus dedos tinham tocado a barba crescida de Raul. Sem tempo para compreenderem, abraçaram-se fortemente. E tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro: o de Raul, flor murcha, gaveta fechada; o de Saul, colônia de barba, talco. Durou muito tempo. A mão de Saul tocava a barba de Raul, que passava os dedos pelos caracóis miúdos do cabelo do outro. Não diziam nada. No silêncio era possível ouvir uma torneira pingando longe. Tanto tempo durou que, quando Saul levou a mão ao cinzeiro, o cigarro era apenas uma longa cinza que ele esmagou sem compreender.Afastaram-se, então. Raul disse qualquer coisa como eu não tenho mais ninguém no mundo, e Saul outra coisa qualquer como você tem a mim agora, e para sempre. Usavam palavras grandes — ninguém, mundo, sempre — e apertavam-se as duas mãos ao mesmo tempo, olhando-se nos olhos injetados de fumo e álcool. Embora fosse sexta e não precisassem ir à repartição na manhã seguinte, Saul despediu-se. Caminhou durante horas pelas ruas desertas, cheias apenas de gatos e putas. Em casa; acariciou Carlos Gardel até que os dois dormissem. Mas um pouco antes, sem saber por quê, começou a chorar sentindo-se só e pobre e feio e infeliz e confuso e abandonado e bêbado e triste, triste, triste. Pensou em ligar para Raul, mas não tinha fichas e era muito tarde.Depois, chegou o Natal, o Ano-Novo que passaram juntos, recusando convites dos colegas de repartição. Raul deu a Saul uma reprodução do Nascimento de Vênus, que ele colocou na parede exatamente onde estivera o quarto de Van Gogh. Saul deu a Raul um disco chamado Os Grandes Sucessos de Dalva de Oliveira. O que mais ouviram foi Nossas Vidas, prestando atenção no pedacinho que dizia até nossos beijos parecem beijos de quem nunca amou.Foi na noite de trinta e um, aberta a champanhe na quitinete de Raul, que Saul ergueu a taça e brindou à nossa amizade que nunca nunca vai terminar. Beberam até quase cair. Na hora de deitar, trocando a roupa no banheiro, muito bêbado, Saul falou que ia dormir nu. Raul olhou para ele e disse você tem um corpo bonito. Você também, disse Saul, e baixou os olhos. Deitaram ambos nus, um na cama atrás do guarda-roupa, outro no sofá. Quase a noite inteira, um conseguia ver a brasa acesa do cigarro do outro, furando o escuro feito um demônio de olhos incendiados. Pela manhã, Saul foi embora sem se despedir para que Raul não percebesse suas fundas olheiras.Quando janeiro começou, quase na época de tirarem férias — e tinham planejado, juntos, quem sabe Parati, Ouro Preto, Porto Seguro — ficaram surpresos naquela manhã em que o chefe de seção os chamou, perto do meio-dia. Fazia muito calor. Suarento, o chefe foi direto ao assunto. Tinha recebido algumas cartas anônimas. Recusou-se a mostrá-las. Pálidos, ouviram expressões como "relação anormal e ostensiva", "desavergonhada aberração", "comportamento doentio", "psicologia deformada", sempre assinadas por Um Atento Guardião da Moral. Saul baixou os olhos desmaiados, mas Raul colocou-se em pé. Parecia muito alto quando, com uma das mãos apoiadas no ombro do amigo e a outra erguendo-se atrevida no ar, conseguiu ainda dizer a palavra nunca, antes que o chefe, entre coisas como a-reputação-de-nossa-firma, declarasse frio: os senhores estão despedidos.Esvaziaram lentamente cada um a sua gaveta, a sala deserta na hora do almoço, sem se olharem nos olhos. O sol de verão escaldava o tampo de metal das mesas. Raul guardou no grande envelope pardo um par de olhos enormes, sem íris nem pupilas, presente de Saul, que guardou no seu grande envelope pardo, com algumas manchas de café, a letra de Tú Me Acostumbraste, escrita à mão por Raul numa tarde qualquer de agosto. Desceram juntos pelo elevador, em silêncio.Mas quando saíram pela porta daquele prédio grande e antigo, parecido com uma clínica ou uma penitenciária, vistos de cima pelos colegas todos postos na janela, a camisa branca de um, a azul do outro, estavam ainda mais altos e mais altivos. Demoraram alguns minutos na frente do edifício. Depois apanharam o mesmo táxi, Raul abrindo a porta para que Saul entrasse. Ai-ai, alguém gritou da janela. Mas eles não ouviram. O táxi já tinha dobrado a esquina.Pelas tardes poeirentas daquele resto de janeiro, quando o sol parecia a gema de um enorme ovo frito no azul sem nuvens no céu, ninguém mais conseguiu trabalhar em paz na repartição. Quase todos ali dentro tinham a nítida sensação de que seriam infelizes para sempre. E foram.
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p.S! Carência resolvida.

quinta-feira

||||||||||||||||||||||||||atualiZAndo|||||||

Ando sem saco para blogar.
Notas importantes:
-Ganhei dois pares de ingresso para o cinemark, o mais importante válido até 05/08;
-Fui pela primeira vez ao urologista;
-Muito Carente;
-Sem inspiração;
-Vi o orkut do falecido, e andei sofrendo com isso;
-Estou vivendo um ótimo momento profissional;
-Marquei um check-up cliníco com um bocado de médicos.

domingo

|||||||||||||||||||||domingo de tArde|||||||

A PESSOA ERRADA Luiz Fernando Veríssimo
Pensando bem...Em tudo o que a gente vê, e vivencia E ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra genteExiste uma pessoa que se você for parar pra pensar É, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho Chega na hora certa, Fala as coisas certas, Faz as coisas certas, Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras Perder a hora, morrer de amor A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar Que é pra na hora que vocês se encontrarem A entrega ser muito mais verdadeira A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa...Essa pessoa vai te fazer chorar...Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas !Essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível Essa pessoa talvez te magoe, e depois te enche de mimos pedindo seu perdão, essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado...Mas vai estar 100% da vida dela esperando você...Vai estar o tempo todo pensando em você. A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo porque a vida não é certa...Nada aqui é certoO que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento Cada segundo..amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo,conseguindo... E só assim é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: ´Graças à Deus deu tudo certo´ Quando na verdade, tudo o que ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente.

quinta-feira

||||||||||||||||||||porta-retratO|||||||

Ele só namora caras complicados. Não os neurastênicos ou chatos, nada disso. Os namorados têm que ser assim lacônicos, mas sem perder o humor. Ele até que tolera vários defeitos, mas só sente atração se o carinha for, tipo assim, de um jeito que muitos outros dispensam. O jeito? Um pouco deprimido, meio pra baixo. Essas coisas que dão um certo charme que, na opinião dele, apenas a tristeza concede. E, nesse país como está, achar um pretendente assim não é muito difícil. Então, se ele encontra um cara que fuma 2 maços de Derby Prata por dia, não liga para essas coisas de cuidar do corpo, não tem emprego fixo, ou trabalha num sub-emprego, tem insônia, mora longe, vive sem grana... ih, é uma probabilidade enorme de se apaixonar perdidamente. E poder ver a cara que eles fazem, quando encontrados nos cantos dos bares, duvidando que estão sendo paquerados e pedidos em namoro, é impagável. E o namoro se desenvolve... Aos poucos, ele consegue fazer os caras largarem a tristeza, passam a fazer musculação, não se importam mais em ficar quase 2 horas nos ônibus, aprendem a ler uns livrinhos de edição mais barata, aqueles de bolso, ficam até mais cultos. Ele vai animando os namorados até que esses se tornam tão felizes que começam a se parecer com esses cantores de axé, que aparentam uma felicidade eterna, exagerada, enjoativa. Aí, ele se entedia e o namoro desanda, ficando chato até que ele termina. Ele não gosta de axé. Nem liga muito para a cara de desolação que seus amigos fazem, a cada vez que são apresentados aos novos, e desiludidos, namorados e a cada vez que se vêem obrigados a acompanhá-lo em uma nova busca. Ele recompensa essas saias justas, e todos os demais momentos do enlace, com essa enorme benevolência que possui. E, à medida que vai trocando essa com a desesperança do parceiro, o namoro se encaminha para o fim. E porquê ele é desse jeito, quando se trata de namoro? Ele não sabe. Ele é assim, um namorado meio ONG, meio Cruz Vermelha, meio Eduardo Dussek, trocando sempre seu cachorro por uma criançona pobre.

||||||||||||||||||verdade universal do reino de zEus||||||| 3


Se o seu namorado se diz moderno e que não é nem um pouco ciumento, entenda que ele está descrevendo um vulcão adormecido, não extinto. Amar e não ter ciúmes são ações praticamente incompatíveis.

||||||||||||||||||verdade universal do reino de zeuS||||||| 2


Se um carro passar com o som bem alto, nunca será com música boa.

|||||||||||||||||||verdade universal do reinO de Zeus|||||||




Se o bofe insistir que aparência não é tão importante assim e vier com um papo de que o que valhe mesmo é a beleza interior, desconfie. Pode ser que ele esteja interessado no interior mesmo é da sua carteira.

terça-feira

|||||||||||||||| tb querO |||||||

Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo...
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!!!
Não Quero Mário Quintana

domingo

|||||||||||||||de nada adiantA|||||||

Então é assim: a loja que ele frequenta é cara, e ele se veste bem, isso o deixa chique; a academia da qual ele é religiosamente sócio molda seu corpo, isso lhe deixa belo; o trabalho que ele faz é hype, cool & style, isso lhe faz moderno; a sauna que ele vai é cheia de garotos bárbaros, e isso satisfaz seus desejos; a boate que ele gosta de se jogar, toda semana, tem uma fila longa e ele entra, isso o torna VIP; o perfume que ele usa é importado, isso sobressai quando ele passa; o restaurante que ele gosta tem foi gras, e ele dá gorgeta, saciado; o carro que ele dirige é mais rápido, isso lhe deixa ágil; os dentes de seu sorriso são mais brancos, isso porque ele é claro; as pessoas que vivem com ele têm os mesmos interesses, isso o faz parte da tribo; ele tem tudo o que quer, até mais do que precisa, ele só não consegue parar porque senão vai sentir a imensidão de sua solidão, que por mais que receba visitas, as últimas tendências e mimos, não é capaz de preencher seu incalculável vazio. De vez em quando ele sente frio, mas ele sempre dorme ouvindo música, baixinho.

quinta-feira

momento anti-monotomia

>na foto acima :O) anúncio da marca de cueca alemã aussiebum

||||||||||||silêncios conclusões & afins|||||||

Nesse exato momento, me deu uma vontade louca de sair por aí e beijar alguém, e depois, rir bem alto. A vida é de graça e coisas como essa não deveriam ter hora ou momento. E eu gostaria também de poder pedir algo para alguém, porque passei a acreditar, piamente, que sempre haverá alguma pessoa que me dará o que preciso. Sou religioso, mais ás vezes duvido da minha fé tanto quanto das minhas capacidades, e muito provavelmente já recebi mais do que o suficiente para ser adulto e, infantilmente, reconhecer minha felicidade. Ainda assim, gostaria muito de pedir. Hoje, eu queria abraçar alguém que eu amo, gastar apenas se eu soubesse de onde tirar os fundos, comer somente se tiver fome, afirmar somente aquilo que tivesse absoluta certeza, dormir somente se tivesse sono e acreditar somente naquilo que tivesse fatos, provas, testemunhas. E, em caso de dúvida, ficar na minha e seguir meu instinto. Pode ser que eu precise cometer erros novos, não os de sempre. Perder um pouco da vergonha, e não me preocupando em mais coisas perder, parar de gastar meu tempo em discussões, coisas, fatos, notícias, idéias e informações inúteis. Não existem mais lados bons em guerras; nem todas as coisas me interessam; fatos paparazzam em fotos, umas mais feias que as outras e, geralmente, graças a Deus, ninguém que eu conheça está nelas; e me diga você, quem é que lê tanta notícia? As idéias podem ser muitas, as informações, idem, mas nunca palavras falarão mais alto que ações; veja você o sucesso da bolsa de valores! É cada pico que não há viciado que aguente! E já que as pessoas não se conhecem mesmo, apenas se imaginam umas às outras, preciso não julgá-las também, elas são como podem ser e o mais prático a se fazer é curtir o melhor de cada uma. E permitir, deixar que o outro me deseje. Talvez, para tanto, eu preciso me despedir do que já passou, do que mantenho em meu museu que ainda não deixei de expor. Preciso me lembrar dos meus talentos e virtudes, eu ainda os tenho! Preciso me concentrar mais em meus objetivos, mudar algo em mim todos os dias, mesmo que a mudança seja pequena, mas não deixar de fazer isso. Ter disciplina e liberdade. Criar minha fortaleza na compaixão. Simplificar a vida, deixando a bagunça de lado um pouco mais tempo. Parar com as frescuras, principalmente a de amar apenas de meu jeito. Há vários modos de amar, e nenhum deles é sinal de vexame. Não me esquecer de praticar a paz; ela, a paz! Quando se ama, não se esquece que há diferenças. Onde há outros pontos de vista, há idéias contrárias, conflitos e desentendimentos. Saber vê-los pela ótica amorosa é muito mais sábio.
E ser sábio é melhor que ser inteligente.
E preciso, desesperadamente, parar de me preocupar. As minhas desgraças talvez nem sejam da medida que penso tampouco meus êxitos. Perdoar-me pela burrice, preguiça, excesso e fracasso. Se não me perdoar, vai ser inútil querer me ajudar. Quem sabe se eu for meu melhor amigo, só dessa vez, vou passar a cuidar de mim mesmo como se tão amigo fosse? Quem sabe o meu melhor amigo não pode ser o meu melhor amor? Andamos todos à beira do precipício, admirando apenas o que há de belo na miragem, ainda desejando que venha pronto o que seria mais profundo se esculpido fosse. Tantos querem, adquirem, parcelam em suaves prestações; poucos conquistam à vista. Se amar pode ser tão falho, porquê ainda insistir? Talvez porque é mais interessante errar e continuar, do que desistir. Ou acertar de uma só vez e ficar com aquela incômoda sensação de desconfiança, de que se deveria ter tentado mais, insistido mais, procurado mais. Parece-me que, apesar de cheio de defeitos, amar ainda seja muito mais intrigante do que apenas gostar ou desejar ou venerar. A paixão é tão boa quanto a sobremesa, mas antes é prudente saciar a fome. Presumo que seja mais humano exibir, para mais alguém, a intimidade daquilo que guardamos da nobreza, da beleza e realeza que cultivamos porque somos humanos. E quem sabe ser digno do mais belo ato de amor, da mais intensa intenção amorosa, que é a de ser capaz de adorar tanto alguém, que se este estiver à beira do seu próprio abismo, fazê-lo voltar aos seus braços. Talvez assim, não mais se duvide da fé! E não desistir, não querer deixar de enxergar que há ali uma possibilidade. E esse abraço ser tão duradouro e longo quanto a mais possível realidade.

segunda-feira

|||||||minha alma gêmea|||||||||

Como qualquer brasileiro, citadino, e com um pouco de bom gosto, eu sou louco por um milkshake de Ovomaltine do Bob's; nossa relação, porém, é puro concubinato. Coisa de luxúria mesmo, casinho corriqueiro; vez ou outra apenas nos entregamos ao prazer. Cada vez é como se fosse a primeira. Definitivamente esse milkshake e minha Alma-gêmea!

domingo

||||||||quem não precisa|||||||

Ele precisa se apaixonar.
Ele sabe que isso é coisa complicada, que viver é perigoso, amar é mais ainda, apaixonar-se então!
Ele olha pro outro, alguns segundos duram eras. Entre os dois há uma troca tão grande de sensações que mal sabem o que estão falando, mas eles precisam se falar, eles precisam se conhecer, um tem que descobrir no outro o que é isso que os faz se sentirem tão terrivelmente bem.
Um pensa no outro a qualquer hora do dia. A sombra dele parece uma árvore, a única, a que frutifica nessa floresta de pensamentos desconexos. Tudo termina e começa onde o outro está. A voz dele entra pelos poros, o cheiro dele se impregna nas suas roupas.
O outro é a cura, uma pílula, o copo e a água.
O outro anda como se gigante fosse e por ser enorme esse sentimento, se ele não está, transforma as horas numa coisa pequena, singular, desimportante e solitária. Tudo ao seu redor fica cinza, embaçado, quase enjoativo.
Nesse estado vegetativo, míope, atemporal, líquido, nu, ilógico, sem fim, sem entendimento e sem solução ele se encontra perdido. Ele não sabe descrever bem o que gostaria de sentir, o que já sentiu, o que poderia sentir.
Mas, ainda assim, ele precisa se apaixonar.Ele precisa se apaixonar.
Ele sabe que isso é coisa complicada, que viver é perigoso, amar é mais ainda, apaixonar-se então!
Ele olha pro outro, alguns segundos duram eras. Entre os dois há uma troca tão grande de sensações que mal sabem o que estão falando, mas eles precisam se falar, eles precisam se conhecer, um tem que descobrir no outro o que é isso que os faz se sentirem tão terrivelmente bem.
Um pensa no outro a qualquer hora do dia. A sombra dele parece uma árvore, a única, a que frutifica nessa floresta de pensamentos desconexos. Tudo termina e começa onde o outro está. A voz dele entra pelos poros, o cheiro dele se impregna nas suas roupas.
O outro é a cura, uma pílula, o copo e a água.
O outro anda como se gigante fosse e por ser enorme esse sentimento, se ele não está, transforma as horas numa coisa pequena, singular, desimportante e solitária. Tudo ao seu redor fica cinza, embaçado, quase enjoativo.
Nesse estado vegetativo, míope, atemporal, líquido, nu, ilógico, sem fim, sem entendimento e sem solução ele se encontra perdido. Ele não sabe descrever bem o que gostaria de sentir, o que já sentiu, o que poderia sentir.
Mas, ainda assim, ele precisa se apaixonar.

quinta-feira

|||||pensamento|||||||

Eu, que jamais me habituarei a mim, queria que o mundo não me escandalizasse. O que eu sinto eu não ajo. O que ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse. "

(Clarice Lispector, "A Descoberta do Mundo")

quarta-feira

||||eu gEnte|||||||

Tem gente que depois que a gente encontra, sente-se mais só.
Toda carência aprisiona em sua tirania.

Quanto mais sigo o animal que há em mim, menos percebo a boa possibilidade humana que há no outro. O outro já tem o seu mundo... O quê fazer com esse satélite que, entre nós, ruge sua rota silenciosa?
Não existe comunhão onde há futilidade.

Confiança é um tesouro escondido por areias inutilmente surdas.
Cada um carrega seu mapa, isolados em suas ilhas de desejos, inundadas pelas marés de seus próprios gritos.
Pode ser que o cheiro de quem não está mais presente já mora em seus pulmões.

Gostar de alguém tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil.
Não adianta querer amar alguém para se sentir menos desolado, para provar a si mesmo que é capaz de ser amado, para fugir da solidão. Isso tem nome, frustração.
Ainda se vive, mas morrendo em sua própria teia, como um prisioneiro cumprindo sentença, um diário esquecido esperando que alguém o leia.
Amar gostando só vale a pena se servir para você se sentir completamente à vontade com o outro.
Tem gente que depois de encontrada, não sabe o que fazer com a imensidão da sua solidão.

Tem gente que depois que a gente encontra, sente-se mais só.

terça-feira

|||simplesMente perfeitO|||||||

"Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo."
[Caio Fernando Abreu – O Inventário do Ir-remediável]

domingo

minha atual fase

Tem épocas em que a gente simplesmente deixa a vida sexual e amorosa de lado. Não quer dizer que estejamos completamente cocô da vida. Só não acha graca, não quer saber de bunda nem de pau. O resto está bem, está indo, o trabalho, os amigos, a família. Hoje mesmo eu pensei muito a esse respeito. Fiquei dias me sentindo culpado por não querer, não pensar, não ter disposição nem excitação para buscar o outro. Evidente, no momento "o outro" é um ser desconhecido, preferencialmente bem fornido de alguns (nem precisa ser muitos) dotes intelectuais e de razoável sex appeal. Mas culpar-se não ajuda em nada. Não muda as coisas que efetivamente são. Acho que a gente precisa, de vez em quando, de um tempo de tudo, da ultra-exposição da figura na noite, dos MSNs, dos fuck buddies e dos blind dates. O que eu quero mesmo é um cara que chegue sem precisar explicar nada e saiba naturalmente onde é que se dobra à direita o quanto pode seguir e onde deve parar, sem ajuda de mapas. E este cara a gente só encontra quando pára de procurar.

|notícia em primeira mãO|||||||






A parada gay de Natal será dia 21 de outubro com a presença da galera do programa Escândalo...parcerias estão sendo estudadas e em negociação com a boate avesso para uma super festa em comemoração. Por hora é esperar pra conferir...tô aqui cruzando até meu dedo mindinho para que tudo dê certo.
link da 1ª rádio Glbt do brasil: http://www.circuitomix.com.br